aberta ao mundo

Ando pela vida como se abertos estivessem todos os caminhos do mundo. (Mário Quintana)

3.8.05

A volta



Eu também não sabia mais o gosto que cada coisa tinha. Não sabia mais como era viver com alegria. Não entendia mais as coisas que me eram ditas. A vida pra mim também era enfadonha e vadia.

Eu também desistira da euforia. Passava horas em intensa monotonia. Os dias passavam e seguia a rotina. Não pensava, não existia.

Aí então veio a arritmia; palpitações, corações, mãos frias... A sua chegada depois de longa partida. E, de repente, eu entendia.

Não era tristeza; não era depressão; não era desânimo; não era morgação; não era vazio; não era cansaço; não era curto pavio; não era falta de novos espaços; nãe era velhice; nãe era doença; não era chatice; não era descrença...

Não era nada disso, era só você que não estava e me fazia muita falta.